26 de abril de 2011

Viagem

Pelas ruas brasileiras paradoxalmente cheias de ar provinciano,
Pelos planos ângulos inexplorados de Denver,
Entre as roletas, prostitutas e cartas de Vegas,
Um pensamento persistia.

Quando a velocidade era tanta que a queda no gelo fofo chegava a doer,
Entre a quinta e sétima avenidas mais famosas do globo,
E também na loja de charmosos, porém repetitivos, suvenires em Aspen,
Uma questão relutava.

Ao som de carrinhos, malas com rodinhas e saltos dos modernos habitantes de Babel à espera de voos,
Ou ouvindo o simples zunir do ventilador numa cidade com apenas duas mil pessoas,
Alguém não se esquecia.

Da voz doce do dom,
Do conforto da presença,
E da maldita interrogação do tamanho do mundo.

uma viagem que independe de lugares, uma busca - talvez eterna - partindo de alguém com destino a quem.

Um comentário:

Anônimo disse...

Interesting, young man!

All-in.