9 de abril de 2012

Tentativa #1


Pensamentos fluem a uma velocidade desnecessária
E em quantidade exagerada.
Impulsos imensuráveis, incomuns, inconvenientes e inconstantes.

Sabe,

Quando um pássaro voa, ele não sabe que está livre.
Enquanto o pequeno animal apenas sacia seus instintos,
Nós criamos obrigações sem sentido.

Quando as abelhas seguem para atacar um intruso na colméia,
Não imaginam que, ao ferroar, matam-se.
Enquanto essas se engajam num altruísmo sem limites,
Enjaulamo-nos no egoísmo por opção.

Nenhuma comparação entre a maior parte da Natureza e o seu resto – o Homem - é valida.
Formigas operárias, cães pastores, pombos mensageiros, castores arquitetos...
Inveja infantil de uma espécie que não consegue se contentar.
Pra quem não basta estar satisfeito, pois é preciso ser “feliz” de um determinado jeito.

Entenda,

Minha poesia, se existisse, seria uma prosa incipiente.
Caso as coisas estivessem excessivamente confusas para se organizar em parágrafos,
Atreveria-me a despejá-las numa ou outra estrofe.




No instante em que não houver mais metáforas, a linguagem se tornará insuficiente.