4 de maio de 2011

Infância no papel

Revirando minhas coisas, achei um pequeno papel. Acho que é uma folha de alguma caderneta ou dos antigos blocos de rascunho que meu pai usava para anotar os pedidos dos clientes da lanchonete dele. Devo ter escrito quando tinha uns 13 ou 14 anos. Reli essas poucas linhas, sem estilo, rasas e inocentes, sentindo uma nostalgia intrigante, de quem sabe, para bem e para mal, que muito daquele tempo passou para sempre e muito dele permanece.


- Cenas do meu futuro romance -

- Personagem que aparece, de repente (mora distante) e acrescenta muito na história, mas"misteriosamente".
- Homem é aprisionado por uma planta carnívora e, com uma simbiose, eles se mantêm vivos por um milênio, até crianças tirarem ele de dentro de lá.
- Um dia perfeito: depois de quase morrer, o simples e perfeito.
- Todos em um quarto de hospital e um dos visitantes fala: "Por favor, querida, me espere lá fora" e os assuntos começam.
- "Com uma condição: só se você almoçar comigo"
- Reencontro debaixo de chuva.




...Oito mil e quatrocentos dias...

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